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A cadeira que é feita quase só de ar

Clássicos do design · 2026-09-04

Cadeira formada por grade de fios de metal soldados, com almofada solta no assento

Antes de desenhar móveis, Harry Bertoia (1915–1978) era escultor — e formou-se como tal na Cranbrook Academy, nos Estados Unidos, ao lado de nomes como Charles e Ray Eames e Eero Saarinen. Foi essa formação que o levou, em 1952, a criar uma cadeira que não usa chapa nem estofado de base: apenas uma grade de fios de aço soldados, moldada em curva para acompanhar o corpo.

Bertoia descreveu a própria cadeira como "feita principalmente de espaço, mais do que de metal".

A grade de fios permite ver através da cadeira — ela não bloqueia a luz nem o ambiente atrás de quem senta, o que a tornou uma escolha recorrente em espaços pequenos, onde uma peça mais maciça pesaria visualmente. A almofada solta, encaixada por cima da grade, é o único elemento têxtil da peça.

Cadeira de fios de metal com almofada avulsa colorida sobre o assento
A almofada avulsa permite trocar de cor sem trocar a estrutura da cadeira.

A técnica de solda em grade — repetir um módulo pequeno de fio até formar uma superfície curva e resistente — é a mesma lógica usada hoje em bases de mesa e estruturas de puff que combinam leveza visual com resistência estrutural, sem depender de chapa inteira.

É um raciocínio que aparece nas nossas peças de estrutura metálica exposta: quanto mais vazado o desenho, mais leve a peça parece — mesmo pesando, em aço, o mesmo que uma estrutura fechada. Numa sala pequena, essa diferença de peso visual é o que decide se a peça soma ao ambiente ou se compete por espaço com o resto da decoração — e é por isso que peças vazadas costumam ser a escolha certa quando o cômodo já está cheio.

Da nossa prateleira

Peças nossas de estrutura metálica vazada, leves mesmo pesando o mesmo em aço.

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