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Casa de Mainha: a reforma de adobe em Pernambuco premiada pelo ArchDaily (e o que levar para a sua sala)

Arquitetura · 2026-10-29

Sala ampla com parede de tijolo aparente, sofás de couro escuro, poltronas azuis, mesa de centro, aparador e grande quadro abstrato, com piso de madeira e janelões

Uma casa de adobe em uma cidade de cerca de 20 mil habitantes do Agreste pernambucano entrou na conversa da arquitetura mundial em 2026. A Casa de Mainha, em Feira Nova (PE), projeto do arquiteto Zé Vagner, foi premiada no ArchDaily Building of the Year 2026 e virou assunto nas redes e na imprensa. Vale entender por quê.

Transparência: a casa e o prêmio são de terceiros e a Prospecto não participou do projeto. As fotos deste post são de ambientes da Prospecto, ilustrativas e criadas por computador, e não mostram a Casa de Mainha.

O que se sabe sobre o projeto

Segundo o Diario de Pernambuco (24/02/2026), a casa fica em Feira Nova, a cerca de 80 km do Recife, foi construída em adobe nos anos 1980 e passou por reforma a partir de março de 2025, com prioridade para mão de obra e materiais locais. Foi ampliada ao longo do tempo sem planejamento técnico e ficou apertada e quente.

O Metro Quadrado (27/02/2026) detalha que a casa original tinha 165 m² e que a reforma buscou melhorar as condições para a mãe do arquiteto, costureira que trabalha em casa e tinha problemas respiratórios ligados ao ambiente pouco saudável. O Blog Dellas (21/02/2026) acrescenta que as paredes originais de adobe foram mantidas, o que ajuda no desempenho térmico, e que cinco cômodos pouco usados foram demolidos para abrir uma sala grande, um jardim interno e um terraço.

Sala ampla com parede de tijolo aparente, sofás de couro escuro, poltronas azuis, mesa de centro, aparador e grande quadro abstrato, com piso de madeira e janelões
Material aparente e luz natural: a parede de tijolo é a decoração. Imagem ilustrativa, criada por computador.

Os materiais: simples e locais

Metro Quadrado e Blog Dellas listam os materiais: placas de concreto pré-moldado que protegem portas do sol e formam bancos no terraço, cobogós que filtram a luz, tijolos cerâmicos em desenho vazado no muro e azulejos feitos para fornos de casas de farinha revestindo a base da parede. O conceito inclui baixo custo, ventilação cruzada e luz natural para reduzir o gasto com energia, e o Blog Dellas cita o livro Roteiro para construir no Nordeste, de Armando de Holanda (2010), como referência.

Sobre o prêmio, o Metro Quadrado informa que o projeto foi eleito o melhor residencial do ano, à frente de mais de 3 mil projetos, e que a votação do ArchDaily é aberta ao público. O Diario de Pernambuco diz que o resultado combina voto popular online e júri de especialistas; o Blog Dellas fala em mais de 120 mil votos de mais de 100 países. Como os números variam entre os veículos, o que se pode afirmar com segurança é que o projeto foi premiado e teve grande repercussão.

O que a Casa de Mainha ensina para a decoração

Esta é a leitura da Prospecto, feita a partir do que a imprensa descreve do projeto, e não uma opinião do arquiteto:

1. Primeiro luz e ar, depois móveis. A reforma começou abrindo passagens para ventilação e luz. Em casa, antes de comprar, veja se algum móvel alto bloqueia a janela ou a passagem de ar.

2. Material honesto, sem disfarce. Adobe, tijolo, cerâmica e concreto aparecem como são. Na decoração, vale deixar a madeira, o couro e a fibra mostrarem sua textura em vez de imitações.

3. A sala se abre para fora. O projeto liga a sala ao terraço e ao jardim. Em apartamento, o equivalente é uma planta grande perto da janela e uma poltrona voltada para a luz.

Mulher sentada com uma xícara em uma poltrona Egg de pele natural marrom e branca, em sala com parede de madeira, figueira em vaso, janela em arco, quadros, aparador de madeira e tapete claro
Poltrona perto da janela, planta e parede de madeira: a sala voltada para a luz e para o verde. Imagem ilustrativa, criada por computador.

4. Móveis que acompanham o clima. Em casa quente, tecido que se lava e se troca ajuda. O Estofado 2 Lugares Atenas (170 × 90 × 85 cm) tem capa removível e lavável em sarja peletizada pré-encolhida, e a Poltrona Atenas (80 × 85 × 85 cm) tem capas individuais com zíper em cada almofada, segundo as fichas. Vale conferir as instruções de lavagem.

Para a parede de tijolo ou concreto aparente, o Estofado 3 Lugares ES2016 (220 × 85 × 85 cm) tem estrutura de madeira nobre de reflorestamento, pés de metal cromado e revestimento à escolha entre couríssimo, tecidos, couro natural, linhos, sedas e couro envelhecido. E a Poltrona Jangada (66 × 86 × 75 cm) traz madeira maciça de ipê aparente, no espírito do material à vista.

As peças são feitas sob encomenda na fábrica de Americana-SP, com prazo de fabricação de 30 dias, conforme a ficha de cada produto. As cores das fotos são ilustrativas: peça amostra do revestimento antes de fechar.

Perguntas frequentes

O que é a Casa de Mainha?
É a reforma da casa de adobe da família do arquiteto Zé Vagner, em Feira Nova, no Agreste de Pernambuco, a cerca de 80 km do Recife, segundo o Diario de Pernambuco (24/02/2026).

Que prêmio a casa ganhou?
Segundo o Metro Quadrado (27/02/2026), foi eleita o melhor projeto residencial do ArchDaily Building of the Year 2026, entre mais de 3 mil projetos. Os veículos descrevem a posição de formas diferentes (o Blog Dellas fala em “uma das melhores casas do mundo”).

Quais materiais a reforma usou?
Materiais e mão de obra locais: placas de concreto pré-moldado como proteção solar, cobogós para filtrar a luz, desenho de tijolo cerâmico no muro e azulejos que eram feitos para fornos de casas de farinha na base da parede, segundo Metro Quadrado e Blog Dellas.

Qual foi o objetivo da reforma?
Melhorar ventilação e iluminação de uma casa que tinha ganhado ampliações improvisadas e ficou abafada e escura, para a mãe do arquiteto, costureira que trabalha em casa, segundo o Metro Quadrado.

Dá para aplicar essa ideia em uma sala comum?
Em escala de decoração, sim: priorizar luz natural e ventilação cruzada, usar materiais simples e honestos e ligar a sala ao verde, com planta grande perto da janela e móveis que não bloqueiem a passagem de ar.

Qual desses quatro princípios você aplicaria primeiro na sua casa? Conte para a gente no Instagram da Prospecto (@prospecto_oficial) e compartilhe com quem gosta de arquitetura brasileira.

Fontes: Diario de Pernambuco (24/02/2026); Metro Quadrado (27/02/2026); Blog Dellas (21/02/2026).

Da nossa prateleira

Peças da Prospecto para uma sala de luz natural e material à vista.

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