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Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi: a casa transparente no meio da Mata Atlântica (veja fotos reais)

Arquitetura · 2026-10-31

Casa de Vidro, em São Paulo, com o andar de vidro apoiado em pilotis finos entre palmeiras e árvores altas da Mata Atlântica

Poucas casas brasileiras são tão fotografadas quanto a Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo. A arquiteta Lina Bo Bardi a construiu em 1951 para morar com o marido, Pietro Maria Bardi, em meio a um pedaço de Mata Atlântica. Mais de 70 anos depois, a casa ainda parece moderna, e dá boas lições para quem quer decorar com luz, verde e pouca coisa.

Transparência: a casa e o Instituto são de terceiros e a Prospecto não tem relação com eles. As fotos reais deste post vêm do Wikimedia Commons, com licença livre, e os créditos estão no final. As imagens das peças da Prospecto são ilustrativas, criadas por computador.

Já falamos das ideias de decoração da casa em outro post, Casa de Vidro: a casa suspensa sobre a mata. Aqui o foco são as fotos reais e a história.

Casa de Vidro, em São Paulo, com o andar de vidro apoiado em pilotis finos entre palmeiras e árvores altas da Mata Atlântica
A Casa de Vidro vista da trilha: o volume de vidro sobre pilotis finos, entre as árvores. Foto: PCPetrachini, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

O que se sabe sobre a casa

Segundo a Catraca Livre, a casa foi a primeira obra de Lina Bo Bardi no Brasil e tem uma estrutura “plenamente transparente”. A PIN–UP completa que ela foi concluída em 1951, o ano em que a arquiteta se naturalizou brasileira, cinco anos depois de deixar a Itália do pós-guerra, e que a casa parece ao mesmo tempo “enraizada” e “flutuando” sobre o terreno.

Hoje ela abriga o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. De acordo com a PIN–UP, depois de uma grande reforma a casa reabriu ao público em 2013, e uma exposição em três partes, entre setembro de 2012 e maio de 2013, levou obras de arquitetos e artistas para dentro da casa, do jardim e do ateliê. A Catraca Livre informa que o conjunto foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1987 e depois pelo IPHAN.

Casa de Vidro vista de um caminho de pedras cercado de vegetação densa, com o volume de vidro elevado sobre pilotis e escada metálica ao fundo
O caminho de pedra leva à casa, quase escondida pela vegetação. Foto: LeoINN, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A casa por fora e por baixo

As fotos mostram dois lados bem diferentes: o andar de vidro, suspenso sobre pilotis, e a parte térrea, de parede branca e janelas com venezianas verdes, que lembra uma casa simples de jardim. Embaixo, uma área coberta e aberta, de piso de pedra, que nas fotos abriga esculturas e peças de madeira.

Parede branca com porta e janela de venezianas verdes entre plantas e árvores, em corredor de jardim
A parte térrea, de parede branca e venezianas verdes. Foto: Boaventuravinicius, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
Área coberta sob a casa, com pilar azul-esverdeado, esculturas e peças de madeira sobre piso de pedra
A área coberta sob a casa, com esculturas e piso de pedra. Foto: PCPetrachini, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Dentro: poucos móveis, muita janela

A PIN–UP lembra que a casa guarda a coleção de arte e de objetos do casal, e que o Instituto encomendou ao escritório SANAA móveis novos para a biblioteca e os escritórios, inspirados nos desenhos originais de Lina. Na foto abaixo, uma cadeira de madeira e couro fica diante da janela de vidro, com cortina de tecido cru: a decoração é a luz e o verde lá fora.

Cadeira dupla de madeira com assentos de couro cru junto a uma janela de vidro, entre duas cortinas de tecido cru, sobre piso de pastilhas azuis, com folhagem ao fundo
Cadeira de madeira e couro junto à janela, com cortinas de tecido cru e piso de pastilhas azuis. Foto: Carolina Carvalho, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

Como traduzir isso para a sua sala

Você não precisa de uma casa de vidro. Esta é a leitura da Prospecto, feita a partir do que as fontes e as fotos mostram:

1. Deixe a janela ser a decoração. Se há vista para o verde, evite móveis altos na frente e use cortina leve, que filtra a luz sem esconder a paisagem.

2. Poucas peças, com personalidade. Em vez de muitos móveis, escolha uma poltrona ou um sofá marcante e deixe espaço ao redor.

3. Madeira e couro como base. A cadeira da foto mostra como dois materiais naturais bastam para aquecer um ambiente de vidro e pedra.

4. Um canto de contemplação. Uma poltrona voltada para a janela, com uma mesinha de apoio, vira o lugar mais usado da casa.

Poltrona Jangada de madeira aparente com assento e encosto de couro marrom em sala com parede clara, quadro abstrato, mesa lateral redonda de madeira com abajur, mesa de centro com livro, planta em vaso e tapete cinza
Poltrona de madeira e couro em um canto da sala, com planta e quadro: o canto de contemplação em escala de sala. Imagem ilustrativa, criada por computador.

Para o canto de madeira e couro, a Poltrona Jangada (66 × 86 × 75 cm) tem estrutura de madeira maciça nobre de ipê e revestimento à escolha em tecido, couro, suede ou couríssimo, segundo a ficha. Para uma poltrona de forma escultural e de abraço, a Poltrona Womb Chair (97 × 84 × 83 cm) é fiel ao modelo de 1947 do designer Eero Saarinen, com concha em fibra de vidro e pés em aço inox maciço.

Poltrona Womb Chair de couro caramelo com puff, em sala com parede de tijolo aparente, aparador de madeira, quadro abstrato, manta xadrez e janelão com vista para plantas e prédios ao fundo
Poltrona e puff junto à porta de vidro que dá para o verde, em sala de parede de tijolo. Imagem ilustrativa, criada por computador.

As peças são feitas sob encomenda na fábrica de Americana-SP, com prazo de fabricação de 30 dias, conforme a ficha de cada produto. As cores das fotos são ilustrativas: peça amostra do revestimento antes de fechar.

Perguntas frequentes

O que é a Casa de Vidro?
É a casa que a arquiteta Lina Bo Bardi construiu em 1951 no Morumbi, em São Paulo, para morar com o marido, Pietro Maria Bardi. Segundo a Catraca Livre, foi a primeira obra dela e fica em um pedaço de Mata Atlântica.

Ela ainda é uma residência?
Hoje é a sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, que promove encontros, palestras, visitas, exposições e publicações. Segundo a PIN–UP, depois de uma grande reforma a casa reabriu ao público em 2013.

A casa é tombada?
Sim. A Catraca Livre informa que foi tombada pelo CONDEPHAAT em 1987 e depois pelo IPHAN.

Dá para visitar?
A matéria da Catraca Livre convida a agendar a visita, mas não informa horários nem valores, e é de 2015 (atualizada em 2020). Confirme as condições direto com o Instituto antes de ir.

Dá para copiar essa ideia em casa?
Em escala de decoração, sim: sala voltada para o verde, cortina leve para filtrar a luz, poucas peças bem escolhidas e materiais naturais, como madeira e couro.

Qual detalhe da Casa de Vidro você levaria para a sua casa: a janela para o verde, a cadeira de madeira e couro ou a varanda sob a casa? Conte para a gente no Instagram da Prospecto (@prospecto_oficial).

Fontes: Catraca Livre; PIN–UP Magazine.

Créditos das fotos reais (Wikimedia Commons): vista externa e área coberta, de PCPetrachini; trilha, de LeoINN; parede branca, de Boaventuravinicius; cadeira, de Carolina Carvalho. Todas sob licença CC BY-SA 4.0. As fotos foram redimensionadas.

Da nossa prateleira

Peças da Prospecto para um canto de contemplação.

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