Base de aranha, tampo com casca: a mesa Spyder
Mesas · 2025-05-02

A Spyder é de Philip Jackson, para a Cattelan Italia. O nome vem da base: quatro pernas que saem do centro e se abrem como patas, deixando o tampo flutuando sem nenhuma perna nas quinas — o que, na prática, significa que ninguém esbarra o joelho ao sentar na ponta.
A peça é vendida como duas escolhas separadas. A base pode ser aço laqueado branco fosco ou grafite, aço inoxidável ou nogueira. O tampo pode ser nogueira canaletto ou um carvalho de tom mais escuro, queimado. E são três tamanhos: 100 × 200, 120 × 240 e 120 × 300 cm.


O tampo mantém a borda irregular da madeira — a linha que a árvore tinha antes do corte. É o detalhe que divide opinião: de perto, a mesa parece rústica; de longe, com a base de aço embaixo, parece o contrário.
Numa mesa, a madeira decide o quanto a peça aquece o ambiente. O resto é estrutura.


Essa história de escolher a madeira separado da estrutura é exatamente o que acontece nas nossas mesas Saarinen de tampo de madeira. A base é sempre a mesma — alumínio fundido, pintura automotiva —, e a madeira do tampo é uma decisão à parte, entre o Freijó, mais claro e dourado, e o Pau Ferro, fechado e escuro. Duas mesas iguais em tudo menos nisso não parecem a mesma peça.
Tampo de madeira maciça tem uma exigência que o vidro não tem: ele se mexe. A madeira ganha e perde umidade o ano inteiro, e uma peça de três metros trabalha junto — por isso importa tanto como o tampo é preso à base, com folga para esse movimento. É o que separa a mesa que envelhece bonita da que abre uma trinca no segundo verão.
Da nossa prateleira
Nossas mesas de tampo de madeira, com a cor da madeira à sua escolha.