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A poltrona que abraça: o legado de Pierre Paulin no estofado brasileiro

Poltronas · 2026-09-24

Poltrona Trevo com base em três apoios e encosto arredondado em espuma moldada

O designer francês Pierre Paulin (1927–2009) fez carreira questionando por que uma poltrona precisava ter braços, pernas e um encosto separados. Na década de 1960, ele passou a desenhar peças em que a espuma é moldada em uma peça contínua sobre uma estrutura tubular leve, e só depois recebe a capa de tecido esticável — sem os cortes e as costuras visíveis do estofado tradicional.

É um clássico que parece ter sido desenhado ontem — e essa é a marca de Paulin.

A poltrona conhecida por aqui como Trevo, por causa da base de três apoios que lembra a folha da planta, segue exatamente essa lógica: o formato arredondado do encosto e dos braços não vem de armação de madeira, e sim da espuma injetada em molde, o que permite curvas que seriam quase impossíveis de fazer em estofado costurado do jeito tradicional.

Poltrona e puff Trevo em conjunto, ambos com acabamento em espuma moldada
O puff que acompanha a poltrona usa a mesma técnica de espuma moldada.

Essa técnica exige um capista treinado especificamente para tecido com elastano, que precisa esticar sem marcar ruga nem deixar folga — um trabalho bem diferente de esticar um tecido rígido sobre madeira, que é o que a maioria das estofarias está acostumada a fazer.

A gente reproduz essa técnica na linha de poltronas moldadas da Prospecto, sempre com espuma injetada e tecido com elastano — e sempre testando a tensão do tecido peça por peça antes de liberar para o estoque, porque é ali que mora a diferença entre uma poltrona lisa e uma cheia de marcas de costura. É um cuidado que não aparece na hora da compra, só depois de meses de uso — e é justamente aí que a diferença de acabamento costuma aparecer.

Da nossa prateleira

Poltronas de espuma moldada, sempre com tecido testado peça por peça.

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