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As curvas que fizeram escola no design americano

Poltronas · 2026-08-25

Poltrona de curva contínua sem quinas, com base em madeira à mostra

Vladimir Kagan (1927–2016) nasceu na Alemanha, emigrou ainda criança para os Estados Unidos e passou a carreira toda desenhando estofados a partir de uma ideia simples: o corpo humano não tem ângulo reto, então por que o estofado deveria ter? Suas peças raramente têm quina definida — os braços se fundem ao encosto, e o encosto se funde à base, tudo em uma curva contínua.

Kagan dizia que desenhava "para o corpo, não para o desenho técnico".

Essa curva contínua é mais difícil de estofar do que parece: um estofado de ângulo reto se resolve com painéis planos costurados nas emendas, enquanto uma curva contínua exige que a espuma seja cortada e colada em camadas, esculpida à mão até chegar no perfil certo — sem nenhuma emenda que marque onde uma peça termina e a outra começa.

Puff de formato orgânico com base de madeira à mostra, complementando poltronas de design
Kagan também desenhava puffs e mesas de apoio na mesma linguagem de curva orgânica.

A base, quando aparece — muitas peças de Kagan escondem completamente a estrutura sob o estofado — costuma ser de madeira maciça, curvada a vapor para acompanhar o mesmo raciocínio de linha contínua do resto da peça, sem interromper a curva com um pé reto.

Nossa linha de poltronas de design segue essa mesma lógica de curva sem quina, com espuma esculpida em camadas e base de madeira maciça — inclusive numa mesa de apoio multifuncional que acompanha o conjunto e ainda serve de porta-revistas. É um processo mais lento que o do estofado de painel reto, mas é o que garante que a peça pareça esculpida, e não apenas costurada, quando chega pronta na casa de quem comprou.

Da nossa prateleira

Poltronas de curva contínua, com espuma esculpida em camadas sem emenda.

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