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Sem pé nenhum: o sofá Bubble

Estofados · 2025-11-18

Sofá Bubble amarelo, de formas arredondadas e sem pés aparentes, sobre fundo branco

O Bubble é da arquiteta Sacha Lakic para a coleção 2014 da Roche Bobois. A silhueta é de bolhas encostadas, e a peça não tem pé aparente — ela pousa no chão, e essa é uma escolha que vem crescendo em sofá de sala.

O que torna isso possível é o tecido. A peça exigiu o desenvolvimento de um material que estica nas três direções, e não só em duas como a malha comum. Sem isso, uma superfície tão curva enruga — não tem corte de tecido plano que resolva uma esfera.

Sofá Bubble em tecido vermelho, visto de três quartos sobre fundo branco
Em vermelho, vira o assunto da sala
Pufe da linha Bubble em tecido cinza, com a mesma forma arredondada
O pufe da mesma família
Curva é o teste mais honesto de um revestimento: ou o tecido acompanha, ou a peça enruga.

Tirar os pés tem um efeito colateral prático que vale saber: o sofá passa a encostar no chão, o que dificulta a limpeza embaixo e, em piso frio de apartamento, acumula umidade na base. Peça sempre com sapata discreta ou base elevada de 2 a 3 cm, mesmo quando o desenho pede o contrário.

Sofá Bubble cinza em um ambiente amplo com pé-direito alto
Em cinza e no ambiente certo, ele deixa de ser escultura e vira sofá.

Aqui, a família que mais se aproxima dessa vontade é a de peças de encosto contínuo, sem almofada solta: a forma é costurada na estrutura, o que mantém a silhueta limpa e evita o sofá que vive precisando ser arrumado.

Do lado da fábrica, superfície curva é resolvida por corte em gomos: o revestimento é dividido em faixas que acompanham a curva e depois costuradas uma na outra. Quanto mais fechada a curva, mais gomos — e cada costura é uma linha que vai aparecer na peça pronta. Por isso o desenho da costura é decidido junto com a forma, e não depois dela.

Da nossa prateleira

Estofados nossos de silhueta contínua, sem almofada solta.

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